E lá fomos nós... Para a linda cidade de Estremoz...
Eu (Gato) e o Marco, por volta das 20h30, no dia 17-03-2010 carregamos a carrinha, colocamos as nossas meninas (Stumpjumper e Rush) na carrinha e ai vamos nós.
Com o pensamento nas famosas bifanas de Vendas Novas, o estômago já pedia alimento, mas ainda a sair da Amadora esse pensamento mudou, a bela da chuva começou a cair mais uma vez e bem forte. "Uiiiii.... Vai ser bonita esta Maratona", foi o que nos veio logo à cabeça".
Chegados a Vendas Novas fizemos a nossa paragem no Café Snack-Bar SILVA. Boa sopinha e óptimas bifanas, por momentos esquecemos o mau tempo, estavam muito boas.
Seguindo a nossa viagem para Estremoz fomos nos apercebendo que o mau tempo estava para durar.
Chegamos a Estremoz por volta das 23h00, e fomos visitar uma Prima do Gato, sacar umas informações de como tem estado o tempo e claro comer um queijinho chulé com um bom pão alentejano... Vinhaça nada... Já estávamos a prever uma prova difícil e não podíamos entrar em avarias.
Antes da ida para o Hotel Imperador fizemos um breve passagem no Reguengo Bar, para ver o ambiente (MULHERES, EHEH) e também para falarmos com as nossas fontes. As informações não foram as mais agradáveis, o terreno estava impróprio para consumo, o percurso por si só era muito duro e com tanta lama e água estava bom mas era para ficar a dormir no hotel, esse foi o conselho das nossas fontes.
Finalmente o nosso local de descanso, Hotel Imperador, onde fomos muito bem acolhidos, um lugar muito calmo adequado para um fim-de-semana longe do stress da cidade. Podemos falar que o recepcionista da noite foi cinco estrelas, deixo-nos guardar as nossas meninas na garagem do hotel, muito obrigado, eu vou voltar ao Imperador de certeza.
Acordar, hummmm... Não apetecia nada, estava tão quentinho e lá fora frio e chuva, a Serra d'Ossa não se via com o nevoeiro. Mas tinha de ser, o "Ó" está em todo o lado... À nossa espera um magnifico pequeno almoço com tudo do bom e do melhor, mais uma vez o staff do Hotel Imperador a merecer muito o nosso reconhecimento pela hospitalidade. Colocamos de novo as nossas meninas na carrinha e seja o que Deus quiser...
Ao chegar ao Rossio (Praça Central de Estremoz), local da concentração dos ciclistas montamos a nossa bandeira do "Ó" do Vidro, para marcamos logo a nossa presença. Deslocamos-nos ao secretariado para o levantamento dos dorsais e respectivos brindes, Gato dorsal 46 e Marco dorsal 42.
Tudo muito bem organizado e sem esperas, foi chegar e levantar, muita simpatia nos organizadores da prova.
Preparados, com o nosso orgulhoso equipamento do "Ó" fomos para a partida.
E, à hora saiu, 09h00 em ponto é dada a partida, uma volta pela cidade de Estremoz e depois mato com fartura, começava a dureza, ou moleza, devido às características do terreno. Não estava mau, estava péssimo, lama até às orelhas, água nem se fala. O percurso nem se distinguia com os rios, os próprios estradões eram rios, temos a dizer que estava muito complicado. O material ressentia-se, o corpo ainda mais, posso dizer e afirmar que não era para qualquer um, quem por lá andou sabe bem o que estou a falar. Mas informo que é um passeio que voltaremos a fazer no Verão, com outras condições climatéricas, muito agradável, boas subidas e descidas, poucos single tracks no percurso mas isso é assunto para descobrir mais tarde, fora da maratona.
Serra d'Ossa, Castelo de Evoramonte, Castelo de Estremoz são locais que queremos voltar a subir, duros mas com grande classe.
Ao final de umas horas a pedalar chegamos a Estremoz novamente, as nossas meninas queixavam-se da tareia, o nosso corpo só pedia banho e alimento, estávamos de rastos. Fomos para as piscinas municipais onde se encontrava o lava-bikes e os nossos banhos.
Primeiro as nossas princesas, depois de retirar toneladas de lama de cima delas dedicamos-nos a nós. Lavei-me, sem abusar 3 vezes, pois só assim me pareceu que aquele barro todo saiu.
Almoçarada no João do Cantinho, e bem que merecíamos depois de tanto esforço. Foi simplesmente espectacular, a sopa estava divinal, claro que repetimos, a carne de porco à alentejana estava de outro mundo, com mais carne do que batata, como gostamos, e claro, também repetimos. Embora tivesse havido algumas queixas por parte de alguns participantes nós ficamos muito satisfeitos e agradecidos pelo acolhimento, sem razões de queixa.
17h50, hora de regressar para Lisboa... as saudades das mulheres e dos filhos já apertavam. Falam, falam mas elas fazem-nos falta.
Elas e as nossas meninas, pois sem elas não poderíamos conhecer estes belos locais para onde elas nos levam (Stumpjumper e Rush sempre no nosso coração), sem elas não tínhamos conhecido o Fernando a quem desde já agradecemos e a toda esta maravilhosa equipa que é simplesmente única, OBRIGADO "Ó" do Vidro...